EU FUI PRO SAMBA
Caía uma neblina trajando luto
Ao anoitecer
Em cima do viaduto
que passa em frente ao Teatro de
nome Nelson,
sim, aquele, Rodrigues, que disse
que qualquer indivíduo é mais importante que a Via Láctea.
Lá dentro, só havia bêbad@s e
louc@s a nos equilibrar entre lágrimas e risos, por causa de dois artistas mais
bêbados e mais loucos que todos... fazendo mil e tantas irreverências geniais às
coisas do Brasil. Os dedos acrobatas, de Bosco e Holanda, faziam peripécias musicais
inacreditáveis nas cordas firmes de um violão e de um bandolim.
A Voz de João vinha de muitos carnavais,
muitos madrigais, muitos futuros para trás e para frente.
Alguém lembrou Carlitos? Elis? Betinho?
Corsários? Dragões do Mar? Baías e Bahias, Guanabaras, Mouros e Polacas? Escolas
de Samba? Histórias do Samba?
Hamilton! E saber que és nosso...
Humildemente peço desculpas: não
escapei da reza.
Alguém viu a praga de corpos lá
estendidos no chão? São muitos e têm nomes. Um nome lembra todos e cada nome:
MARIELLE: Presente!
As Asas de uma esperança
equilibrista que nos deram esses artistas naquela noite de Domingo, nos fizeram
sonhar com a volta de tantos irmãos e irmãs, pais e filhos, primos e tias,
amigos, parentes e aderentes...
É por essa e outras que o show de
todo artista tem que continuar.