terça-feira, 6 de novembro de 2018

EU FUI PRO SAMBA







EU FUI PRO SAMBA

Caía uma neblina trajando luto
Ao anoitecer
Em cima do viaduto
que passa em frente ao Teatro de nome Nelson,
sim, aquele, Rodrigues, que disse que qualquer indivíduo é mais importante que a Via Láctea.
Lá dentro, só havia bêbad@s e louc@s a nos equilibrar entre lágrimas e risos, por causa de dois artistas mais bêbados e mais loucos que todos... fazendo mil e tantas irreverências geniais às coisas do Brasil. Os dedos acrobatas, de Bosco e Holanda, faziam peripécias musicais inacreditáveis nas cordas firmes de um violão e de um bandolim.
 A Voz de João vinha de muitos carnavais, muitos madrigais, muitos futuros para trás e para frente.
Alguém lembrou Carlitos? Elis? Betinho? Corsários? Dragões do Mar? Baías e Bahias, Guanabaras, Mouros e Polacas? Escolas de Samba? Histórias do Samba?
Hamilton! E saber que és nosso...
Humildemente peço desculpas: não escapei da reza.
Alguém viu a praga de corpos lá estendidos no chão? São muitos e têm nomes. Um nome lembra todos e cada nome: 
                                                MARIELLE: Presente!

As Asas de uma esperança equilibrista que nos deram esses artistas naquela noite de Domingo, nos fizeram sonhar com a volta de tantos irmãos e irmãs, pais e filhos, primos e tias, amigos, parentes e aderentes...
É por essa e outras que o show de todo artista tem que continuar.

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