Faces do Brasil
ou
O Brasil Mostra a Sua Cara
Para o futebolista Vinícius Braga Lucas
meu neto
Time de Futebol
Zé Caboclo
Auto do Moura/Caruaru, PE
Grafiteiro Paulo Ito
Mamãe eu quero
Mamãe eu quero
Mamãe eu quero mamar
Vicente Paiva Ribeiro
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| Post da internet Anônimo |
Ô coisinha tão bonitinha do pai
Jorge Aragão, Almir Guineto e Luiz Carlos
Post da internet
Anônimo
O jogo do Brasil com a Croácia, na abertura da Copa do Mundo, 2014, foi uma oportunidade única para apreciarmos o nosso time a nos oferecer um autorretrato desse “país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza”. Mas não vimos apenas este perfil. Mil faces e milhões de máscaras nos mostraram a todo instante a nossa impotência para definirmos, com a exatidão que pretendemos, o que é esse pau-país chamado orgulhosamente de Brasil, mesmo quando o tom vem carregado de ódio.
Tamanduá Bandeira
Paloma Amado
Ontem, no Estádio de Itaquera, em São Paulo, nossos jogadores apresentaram uma performance singular: o jogo se movimentou de acordo com os últimos acontecimentos do país e mimetizou as anedotas e os clichês mais contundentes com os quais nos armamos para flecharmos o coração do ser brasileiro.
Post da internet
Anônimo
O movimento do jogo tinha a cadência do vai-não-vai, esperaí, desculpe o atraso, eu chego lá, pode deixar, num se avexe não, que que é isso companheiro?
As indecisões de determinados passes e as perdas de bola deixavam transparecer o medo de estarmos inaugurando aquela COPA que uma grande parcela dos nativos prometia que não haveria de ter.
Post do face
por André Vallias
por André Vallias
Os jogadores retumbaram, no segundo canto à capela, o povo heróico bradar às margens plácidas do Ipiranga. Acredito: quem um dia ouviu um canarinho cantar jamais ficará surdo aos clamores das multidões que tomaram ruas, interceptaram estradas, quebraram vidraças, enfrentaram tropas de polícia armada, ocasião em que muitos manifestantes foram presos, feridos, e alguns até foram mortos.
Post da internet
Anônimo
Os jogadores de ambos os times, rapazes de última geração, expondo a mais exuberantes formas físicas, eram verdadeiros espártacus re-inventados, bem treinados na arte de matar o outro simbolicamente, brincando com uma bola. Essa é a melhor parte: o esporte é um dos exemplos mais vigorosos sobre a simbolização do instinto de morte, sobre a capacidade sublimatória de quem joga com o real no campo das artes.
Os jogadores brasileiros entraram no campo em fila, mão no ombro um do outro, formando uma centopeia: todos os pés pertenceriam, a partir daquele instante, a um só corpo.
Post da internet
Anônimo
De repente me vi com uma rolleiflex imaginária a tirar instantâneos dos jogadores em lances que me davam interessantes autorretratos de nós brasileiros.
Post do Face
Cumprindo os deveres desse tal brasileiro, conterrâneo de Deus, que se diz hospitaleiro, que dá tudo o que tem ao estrangeiro, que habita um país de fontes inesgotáveis onde se plantando tudo dá… O gol de Marcelo foi o presente de boas vindas do brasileiro ao time que hospedamos. Apaguei o "contra" do gol de Marcelo e tirei o retrato fidedigno dessa imagem que fazemos de nós. Foi o gol mais lindo.
Post da internet
Anônimo
Reparemos: Desde o momento do gol que Marcelo deu de pés beijados ao time da Croácia até este momento em que escrevo, não vi, nem ouvi, nem li nada que desabonasse o Marcelo. Incrível.
Para não me chamarem de ingênua – podem chamar, o que é que tem? –, posso, ao mesmo tempo, ironizar aquele chute. Nós também fazemos autocrítica e até nos xingamos como nenhum outro povo é capaz.
Durante a continuação do jogo, aquela paz - com a qual Marcelo jogava como se nada de grave tivesse acontecido - combinava com a reação dos torcedores nas arquibancadas, dos telespectadores, como também com a postura dos comentaristas quando nenhum deles jogou a primeira pedra na cara do Marcelo. A segunda pedra ficou lá mesmo no meio caminho. A série de pedradas não se desenrolou. E pensarmos que não seria da ordem da impossibilidade: qualquer um poderia, com todo o vigor de que o cinismo nos faz capaz, justificar os xingamentos contra o autor do despropósito daquela doação.
Impossível não ouvir o eco dos anos 70 na voz da bela atriz Kate Lira, repetindo, com seu sotaque da América do Norte, aquele famoso bordão no programa Planeta dos Homens:
“Brasileiro é tão bonzinho”.
https://www.youtube.com/watch?v=HQ6ovbDQk_8
Cliquei outra imagem espetacular: a do lance malemolente de Fred, mimética à descrição da malandragem como um jeito brasileiro de se virar na vida, sustentada pela ética de tirar vantagem em qualquer situação.
Cliquei o seu despencar no tempo preciso, focando a precipitação do ato ao intuir o toque do adversário e, ao mesmo tempo, sacando, pelo terceiro olho, o ponto de fuga do olhar do árbitro. Fred apostou naquilo que desferiu com seu golpe de vista, tendo em vista que o japonês só poderia deduzir pela falta, marcando o pênalti, porque no seu repertório cultural não tem uma chave simbólica para a leitura da malandragem.
Como se escreve malícia no Japão? A queda frediana (frediana mesmo) jogou por terra a imagem do juiz como a verdadeira encarnação da lei.
Pedro Malas-artes tem seguidores.
Akira Kurosawa também tem.
E Nikola
Tesla?
O Oscar para Oscar
Haveria de haver pelo menos um para desmentir todos os clichês familiares e futebolísticos. Os repórteres perguntaram o óbvio: "Ofereceu aquele gol à sua filha, Júlia, que acabou de nascer?"
Oscar respondeu para além de um Claro, como não!?
"...Pensei... foi... na minha mulher, pelo dia dos namorados, né?". Cinematográfico.
Post da internet
Anônimo
Neymar Neymar Neymar
Parece que sabes amar
Do lado esquerdo da grama
Viraste
Mais ao centro
A driblar Camisa 10
A driblar Camisa 10
à direita
Pensas na Bruna um tiquinho
E voltas de novo a cruzar
Post da internet A
Anônimo
Na verdade, o Brasil fez 4 gols. Fez os seus próprios e aquele que deu de presente ao time com quem brincava. Não poderíamos sair invictos dessa COPA. Estamos em casa e merecemos (?) a fama de não haver outro povo igual na arte de receber um estrangeiro. Há quem defende a ideia de que um brasileiro que se preza oferece a própria cama e vai dormir na sala, ou em qualquer cômodo, se em sua casa não tiver quarto de hóspede.
Viva o POVO brasileiro!
João Ubaldo nos convoca!
Post da internet
Vivo à procura da autoria deste belo Grafite.
Para finalizar esse meu jogo no campo das "palavras aladas", como escreve Homero,
Aclamo:
O chute do século XXI.
e Proclamo:
Quem viver jogará.
Vale a pena ouvir de novo:
http://www.portal2014.org.br/noticias/6796/CANAL+100+O+FUTEBOL+NO+CINEMA.html



















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